Jovem de Niterói é prata no campeonato continental de velejo na Tanzânia e mira 2031

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O campeonato continental aconteceu de 2 a 9 de agosto em Dar es Salaam, Tanzânia, e teve a participação de 70 velejadores de 15 países: Brasil, Argentina, África do Sul, Angola, Tunísia, Marrocos, Tanzânia, Moçambique, Omã, Catar, Egito, Arábia Saudita, Seicheles, Libéria, Cazaquistão

O velejador brasileiro, Miguel Morela, teve excelente desempenho e seus resultados no campeonato, ao final de cada regata, deixaram-no nas seguintes colocações durante o evento: 6º, 1º, 1º, 2º, 1º, 2º, 2º, 2°, 2° e 2°. Ao final do campeonato, ele conquistou a merecida 2° colocação geral ao ganhar a última regata.

A trajetória do jovem velejador Miguel Morela, de 14 anos, começou quando ele ganhou uma bolsa com desconto para velejar na colônia de férias da Nit Saling quando ainda tinha 8 anos. Aos 9 anos, entrou para o Projeto Grael, se apaixonou pela vela e viu de perto pessoas que conquistaram medalhas olímpicas para o Brasil. Lá fez muitas amizades e foi acolhido pelo projeto “adote um proeiro” em 2020, quando passou a velejar ao lado do experiente Rolf Schmidt, primo do Grael. A dupla conquistou juntos 2 campeonatos brasileiros da classe dingue. Na categoria optimist, barco individual, Miguel conquistou o campeonato Brasileiro estreante em 2023, em Brasília, e já representou o Brasil em dois outros campeonatos internacionais na Espanha e Porto Rico.  

Miguel é grato a todos os seus ex-professores, técnicos e clubes que lhe acolheram para que ele pudesse treinar e participar de competições, pois nos últimos anos o Projeto Grael não tem flotilha de competição. “Sou grato ao Clube Naval Charitas, Clube Piraquê, Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), flotilhas emergentes da CBVela e à Prefeitura de Niterói.”

Muitos velejadores o ajudaram nesses anos. Em especial, o velejador é muito grato aos pais de um velejador do ICRJ que doaram o barco do filho para o projeto Grael e o Miguel pôde participar de competições. Outra pessoa muito importante nos últimos meses, que merece um agradecimento especial, é o velejador Antônio Montenegro, do ICRJ, pois emprestou um barco para ele treinar no ICRJ e a sua vela reserva no Campeonato Africano para que o Miguel pudesse participar. Isso foi necessário porque os equipamentos do Miguel não foram colocados, pela companhia aérea, no voo durante a conexão de São Paulo para África. Os equipamentos só chegaram 3 dias depois e não era mais possível usar seu material porque já havia passado o período de medição de equipamento.

A resiliência do velejador, a confiança de que Deus iria prover condições para ele competir, aliadas ao empenho dos técnicos Ricardo Paranhos e Guilherme Born, assim como dos pais de outros velejadores brasileiros que estavam no campeonato, oportunizaram-lhe participar das regatas com equipamentos emprestados.

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