De Niterói para o mundo: técnico da equipe dos EUA acompanha jovem niteroiense no Mundial de ILCA na Dinamarca
Ex-morador de Niterói, Pedro Mascarenhas comanda atletas dos Estados Unidos e, em Aarhus, também foi o técnico do niteroiense Miguel Morela, representante do Brasil no Mundial Juvenil de ILCA 4
A vela de Niterói esteve representada de uma maneira especial no Campeonato Mundial Juvenil de ILCA 4, realizado em Aarhus, na Dinamarca. De um lado, o jovem velejador Miguel Morela, de 15 anos, competindo pelo Brasil. Do outro, Pedro Mascarenhas, ex-morador de Niterói e atualmente técnico da equipe dos Estados Unidos da classe ILCA. No Mundial, as trajetórias dos dois niteroienses se encontraram.
Responsável pela equipe norte-americana, Mascarenhas recebeu Miguel em seu grupo desde a chegada do brasileiro a Aarhus. Embora inscrito oficialmente pelo Brasil, o jovem passou a realizar os treinamentos e toda a preparação para o campeonato junto aos atletas dos Estados Unidos, sob orientação de Pedro. O acompanhamento permaneceu durante a competição, com Mascarenhas atuando como técnico de Miguel ao longo do Mundial.
A situação criou uma combinação pouco usual em uma competição internacional: um técnico com raízes em Niterói, hoje à frente de atletas norte-americanos, orientando na Dinamarca um jovem velejador também niteroiense que defendia as cores brasileiras.
O vínculo entre os dois não alterou a representação esportiva de Miguel. O atleta aparece oficialmente inscrito no Mundial pela bandeira brasileira, enquanto Pedro Mascarenhas está registrado pela organização como técnico dos Estados Unidos. Na prática, porém, Miguel foi incorporado à rotina de treinamentos do grupo norte-americano durante sua permanência em Aarhus. Niterói presente dos dois lados do bote
A presença de Pedro Mascarenhas como técnico dos Estados Unidos também evidencia a projeção internacional de profissionais formados ou ligados à vela de Niterói. A cidade, conhecida pela tradição náutica e por revelar velejadores, passa a ter também um de seus antigos moradores atuando na formação de atletas de outra potência esportiva.
Em Aarhus, essa trajetória internacional acabou se cruzando novamente com Niterói.
Enquanto Mascarenhas conduzia a equipe norte-americana, Miguel Morela encontrou no antigo morador da cidade o suporte técnico para sua primeira participação no Mundial da classe. Durante os dias de preparação e competição, o brasileiro compartilhou com os norte-americanos treinamentos, orientações e a rotina de uma equipe em um dos principais campeonatos juvenis da vela mundial.
Entre Brasil, Estados Unidos e Dinamarca, a conexão acabou tendo um ponto de partida em comum: Niterói.
Publicado 13/08/2026